Já que a chuva nunca mais pára ...
Ardósia chinesa para Miguel Torga?
Agora mesmo, comecei a construir um 'centro cultural' dedicado à obra do poeta, Miguel Torga, próximo ao Douro. Queria trabalhar com a pedra local, a ardósia [pizarra], mas ela era cara. Considerei, então, utilizar uma lajota [prefabricado] negra – como a ardósia –, concreto negro ou, até, uma cerâmica cinza prateada. Mas, no final, o que nos faz escolher entre todas as opções possíveis é o preço. A tradição, que considerava 'lógico' trabalhar com os materiais locais, desapareceu. Hoje, a pedra local pode custar o dobro de um material similar, importado da China. E a 'atmosfera' local pode-se conseguir, do mesmo modo, com materiais similares que não sejam autóctones
Assim falou Souto Moura, e eu fico com esta dúvida: que diabo será um material similar à pedra, importado da China? E vai fazer isso com a ardósia?
A "pedra local" não é a ardósia. De ardósia são os esteios da vinha tradicional, de facto um icon do Douro, mas esse material é importado das pedreiras de Foz Côa. Será que vamos ter "ardósia de plástico" importada da China?
Assim falou Souto Moura, e eu fico com esta dúvida: que diabo será um material similar à pedra, importado da China? E vai fazer isso com a ardósia?
A "pedra local" não é a ardósia. De ardósia são os esteios da vinha tradicional, de facto um icon do Douro, mas esse material é importado das pedreiras de Foz Côa. Será que vamos ter "ardósia de plástico" importada da China?
As escutas a Pinto da Costa. A bomba atómica
As escutas telefónicas são uma desmesurada violação dos direitos individuais. Não apenas dos que são escutados, mas de todos nós. Admitir que alguém pode espreitar as conversas dos outros só pode ser admissível (tenho a minhas dúvidas) perante uma ameaça que o justifique. Desde sempre me pareceu que aquelas trapalhadas lá do futebol, que metem árbitros, e fruta, e meninas, e etc. nunca na vida justificariam recorrer à bomba atómica, que são as escutas.
Por aqui já se poderia ter intuído que a tendência seria para banalizar a coisa. Agora, inacreditável, é que quem usa a bomba atómica com tanta displicência, nem sequer tenha a competência de acautelar o material que recolheu, estando por aí disponível pra quem quiser ouvir.
É inacreditável, e é assustador.
Por aqui já se poderia ter intuído que a tendência seria para banalizar a coisa. Agora, inacreditável, é que quem usa a bomba atómica com tanta displicência, nem sequer tenha a competência de acautelar o material que recolheu, estando por aí disponível pra quem quiser ouvir.
É inacreditável, e é assustador.
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