6:49 a.m.

É o que eu sou, de acordo com este teste.

Não passes mais com ele na Musgueira



FADO DA MUSGUEIRA

Ao fim de tanto tempo de serres minha
Que cavaste, outro arranjaste, foste foleira
Vi-te passar com esse trinca-espinha
Junto à minha barraca na Musgueira.

Podia-me vingar quando te vi
Marcarte esse focinho com uma faca
Mas vinguei-me a borrar, borrei para ti
Por entre as tábuas toscas da barraca.

Cavaste de que o diabo te persiga
Só te desejo mal grande marreca
Que tenhas caspa e sarna na barriga
Que te caia o cabelo, fiques careca.

Mas olha minha tosca bagaceira
Antes que fosses dele eu já fui teu
Podes sempre passar lá na Musgueira
Mas nunca tragas esse Camafeu.

Lido

aqui:
Nunca tive tanta noção de o tabaco ser uma droga como nos últimos 15 dias, após ler textos alucinados por parte de colunistas habitualmente respeitáveis como Vasco Pulido Valente ou Miguel Sousa Tavares. O que eles têm escrito sobre a nova lei do tabaco, deitando mão a comparações que deviam envergonhar qualquer pessoa que tenha lido dois livros de História, é de tal modo inconcebível que só se explica pela carência de nicotina.

ainda a ASAE

A carne fica oito a dez dias em vinha de alhos, numa receita de Lamego; a perdiz é de comer "com a mão no nariz"; a caça não sai propriamente dos matadouros; a temperatura das mãos que amassam certos queijos artesanais é determinante da sua qualidade; há vinhos que envelhecem em barricas de madeira de há muito impregnadas; a culinária caseira ... é um repositório riquíssimo que inevitavelmente se perderá se não puder continuar nos termos em que existe;
.
.
.

Se tudo isso e muito mais for proibido, ou plastificado, liofilizado, higienizado até ao ridículo, nem por isso aumentará a segurança alimentar, mas em compensação dar-se-á uma destruição obstinada e sistemática do património cultural e do tecido económico.
Esse fundamentalismo de sinal totalitário tem tanto de delirante como de missão impossível. A menos que, um dia destes, a ASAE resolva mandar os clientes andarem sem sapatos nos restaurantes e criar uma inspecção para o teor dos sulfatos de peúga; verificar com uma zaragatoa, à entrada, a limpeza das mãos deles e se trazem as unhas de luto; impor uma lavagem do dinheiro em espécie e dos cartões de crédito antes de entregues para pagar a conta; proibir toalhas e guardanapos de pano nas mesas; obrigar os empregados a usarem escafandro e o cozinheiro a encapuzar-se para evitar que espirre para cima do esparguete; e, last but not least, determinar a imprescindível desinfecção do cu da galinha antes de ela pôr os ovos... |

Vasco Graça Moura, lido aqui

Lido



Não percebo porque é que dizem que o Obama vai ser o primeiro presidente negro dos EUA. Obama é 50% negro, 50% branco. Pela mesma lógica poderia ser o primeiro presidente branco do Quénia.
Lido aqui

prendre tous les risques, pour ne pas être en retard.



Este filme foi realizado por Claude Lelouch em 1976, filmado em Paris às 5:40 da manhã. Houve qualquer problema com a sua exibição dado ter sido filmado com o transito aberto, sem autorização, passando sinais vermelho, sentidos proibidos, excesso de velocidade, cruzamentos a fundo e às cegas, toda a sorte de tropelias, com apenas uma explicação: prendre tous les risques, pour ne pas être en retard.
O universo masculino em todo o seu explendor

a fome é tua amiga

No capítulo da alimentação, o ser humano está condenado a ter que se governar com um software obsoleto, o mesmo do homem das cavernas, que à vista de comida ordena: COME!! Software do tempo em que nunca se sabia quando seria a próxima refeição, sendo certo que, para a conseguir, havia que correr montes e vales atrás de um qualquer bovideo estúpido (ou caprideo ou ovideo que eu disto não percebo nada). Nestes tempos de abundância de comida e com um cérebro comandado por este instinto básico herdado do tempo de antes das gravuras de Foz Côa, a maneira mais segura para perder peso é pedir ajuda psiquiátrica que leve a acreditar em coisas como : "a fome é tua amiga"