Glaciares na minha cozinha!!
Na busca de camarões para a omoleta que me reclamei para o jantar, deparei-me com o estado calamitoso do congelador do frigorífico. Grossas placas de gelo, rijo como ferro, que não deixavam abrir as gavetas, e pior, que não deixavam fechá-las. Os camarões, esquecidos (há meses ?) no fundo não sei de que gaveta, obrigaram a esta expedição digna dos exploradores da Antártida. E as malditas gavetas que agora se recusam a fechar. Donde diabo virá tanto gelo? Será que alguém já ponderou a hipóteses de que afinal, o gelo que desaparece a olhos vistos nos glaciares do pólo Norte anda espalhado pelos desorganizados congeladores de todo o mundo?
Eu tenho dois amores.....

Pedras Salgadas é terra de Termas e exporta para todo o mundo, em garrafinhas verdes, águas do melhor. Acontece que apareceu recentemente um novo amor: a pedra. E o novo negócio promete porque, entre outras coisas, em mais sítio nenhum do mundo se permite semelhante bandalheira. Em Vila Pouca há 25 pedreiras das quais 4 licenciadas. De tal sorte que, quando chegou a hora de alindar o miolo duma rotunda, alguém deve ter andando atormentado, dividido entre a água e a pedra, a trautear:
Eu tenho dois amores
Que em nada são iguais
Mas não tenho a certeza
.
.
.
Até que se fez luz ( eu preferia dizer trevas se a frase-feita o permitisse) e surgiu esta calamidade.
O Cronista Demagogo

Durante todo o dia de hoje assaltam-me duas noticias cujo emparelhamento só a demagogia justifica. Lembro-me de uma, e da outra logo a seguir. Primeiro a noticia da automotora que mergulhou no Tua e logo a seguir a do ex-director-geral da Refer – Rede Ferroviária Nacional, que recebeu em Junho de 2006 uma indemnização de 210 mil euros para se pôr a andar. O que é que uma coisa tem a ver com a outra? As automotoras andam sobre carris e o indemnizado era responsável pela exploração e conservação dos ditos. Nem mais nem menos. É claro que o senhor saíu em 2006 com os bolsos quentes, foi para a alta velocidade aquecê-los ainda mais, e alta velocidade no Tua só os peixinhos fritos.
Demogogias á parte, há coincidências de uma ironia fatal.
Não será pecado??



Hoje em dia o pão está na prateleira do supermercado, em mil variedades, formas e sabores, por meia dúzia de trocos. Mas, no tempo em que os animais falavam, antes do pão estava, lavrar a terra, estrumar, semear, mil cuidados de cultivo, sacholada no vizinho que roubou a água, a festa da colheita. E depois moer o grão, peneirar, amassar, o milagre de levedar e, finalmente o pão. Fruto do suor e do trabalho do Homem, o pão assumia estatuto da ordem do Sagrado e era o simbolo maior da ligação e dependência do Homem à terra e à natureza.
Vem isto a propósito da notícia do DN de hoje "Produtores garantem milho para bioetanol". de acordo com a qual Portugal precisa produzir mais 400 mil toneladas de milho para responder às necessidades das unidades de produção de biocombustiveis. Alain Prost, como sabemos grande especialista da Geografia Portuguesa, garante que Portugal tem todas as condições para a produção de biocombustíveis.
Voltando ao milho. Alegadamente (como agora todos aprendemos a dizer à custa da Casa Pia) os biocombustíveis poluem menos que os derivados do petróleo. E eu pergunto: Onde é que começa a contar a poluição? No biodiesel ou na leira de milhão? Alguém fez as contas ao impacto ambiental para a produção do milho que irá explodir nos motores, em vez de cumprir o sagrado designio de se transformar em broa ? Ou ração para as vacas que também são filhas de Deus? Água, fertilizantes, combustíveis, efluentes, .... Quantos litros de água por kilómetro? Quantos ppm de nitratos por kilómetro? Quantos ha de regadio em Alqueva por kilómetro?
Não será pecado?
Enigma
1. Nunca como agora se falou tanto de temas ambientais, do CO2, da REN, da RAN, das catástrofes que estão para vir,.....
2. Os processos de licenciamento de obras são um calvário de papeis, certidões da junta, da EDP, das águas, daqui e dali.
3. Somem isto e digam-me como foi possível construir estas dúzias de casas literalmente "em cima" do infeliz rio Corgo!!
Abandono 2
Neste edificio funcionou durante décadas uma panificadora. Projectado pelo Flaviense Nadir Afonso, está já no corredor da morte, condenado ao camartelo. Parece ser das poucas obras de arquitectura de Nadir que, depois dos anos 40, se dedicou sobretudo à pintura.
Dizer que se devia proteger este património, obra de um autor de notoriedade mundial (como arquitecto trabalhou com Corbusier e Niemeyer), é chover no molhado.
Agora, verdadeiramente deprimente é comparar a categoria desta construção com a dos barracões medonhos que hoje em dia se fazem nas zonas industriais.
Futurismo 2
(In)tolerâncias
Fantástico anúncio. Contudo, houve quem ficasse melindrado e, acreditem ou não, o anúncio foi retirado!!!
Como dizia José Sarmento Ferreira: Não se pode dizer que o «politically correct» é o fascismo do século XXI, pela simples razão de que há vários candidatos a esse título (In: "O assédio existe, pois claro!", Expresso, 25 de Junho de 1994)
Como dizia José Sarmento Ferreira: Não se pode dizer que o «politically correct» é o fascismo do século XXI, pela simples razão de que há vários candidatos a esse título (In: "O assédio existe, pois claro!", Expresso, 25 de Junho de 1994)
Abandono
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